sábado, 10 de março de 2012

fernando pessoa

Bom é que não esqueçais
Que o que dá ao amor rara qualidade
É a sua timidez envergonhada
Entregai-vos ao travo doce das delicias
Que filhas são dos seus tormentos
Porém, não busqueis poder no amor
Que só quem da sua lei se sente escravo
Pode considerar-se realmente livre

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

memória

nós não temos somente uma única memória, mas muitas: aquela da fantasia, memória daquilo que nunca foi, aquela da verdade; memória daquilo que foi, aquela do corpo, memória daquilo que foi fortemente sentido, por ser suficientemente elaborado, e memória daquilo que não foi profundamente vivido para se deixar esquecer.

Kaes.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

sempre Clarice.


Sou companhia, mas posso ser solidão... Tranquilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser.

C.L.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

... for such golden, seeds do not die.


...the infantile unconscious. ...We carry it within ourselves forever. All the ogres and secret helpers of our nursery are there, all the magic of childhood. And more important, all the life-potentialities that we never managed to bring to adult realization, those other portions of ourself, are there; for such golden seeds do not die.
If only a portion of that lost totality could be dredged up into the light of day, we should experience a marvelous expansion of our powers, a vivid renewal of life. We should tower in stature. Moreover if we could dredge us something forgotten not only by ourselves but by our whole generation or our entire civilization, we should become indeed the boonbringer, the culture hero of the day--the personage of not only local but world historical moment.
Não quero ser a boonbringer, mas quero meus super-poderes de volta. Onde estão essas sementes?

terça-feira, 2 de novembro de 2010

para começar um tempo.

Ni la necesidad ni el deseo, tan sólo el amor por el poder es el demonio de la humanidad. Puedes darles todo a las personas -salud, alimento, abrigo, diversión-, pero siguen siendo infelices y caprichosas, porque el demonio espera y espera; y debe ser satisfecho. Quítales todo, pero complace a este demonio, y entonces será casi feliz, tanto como lo pueden ser los hombres y los demonios.

Nietzsche, "El amanecer del día".